Centro Espírita Vinha de Luz promove palestra pública “As Leis Morais”

9 set 2019

Nesta terça-feira (10) o Centro Espírita Vinha de Luz estará realizando uma palestra pública.

Com a professora Celma Pinheiro é o palestrante que estará abordando o tema “As Leis Morais”.

A reunião tem início às 20:00 no Centro Espírita Vinha de Luz, na Rua 02 de Dezembro, 170, no Centro de

Fundado no dia 3 de outubro de 1988 pelo casal Lúcio e Germana, além de Eronildo, Graça Aquino, Bastinha e Regina. Funcionando inicialmente na casa dos próprios participantes e só dois anos depois iria funcionar em um prédio na rua Senhor Nogueira, em frente à palhoça. Posteriormente seria mudado para onde fica o centro atualmente na Rua 02 de dezembro, onde todas as terças são realizadas palestras e orações à luz da doutrina espírita.

O que é o Espiritismo e o que é ser espírita

Compõe-se a Doutrina Espírita de cinco obras que abrangem questões científicas, filosóficas e morais/religiosas. São elas: “O Livro dos Espíritos” (lançado em 1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” ou “A Justiça Divina segundo o Espiritismo” (1865) e “A Gênese-Os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo” (1868).

Trazida ao conhecimento da Humanidade encarnada, pelos Espíritos Superiores e codificada por Allan Kardec, na metade do século XIX, a Doutrina Espírita ou Espiritismo (termo criado por próprio Allan Kardec) se apoia em alguns princípios básicos que dão ao espírita uma fé fortalecida na razão que compreende aquilo que crê.

1 – A existência de Deus é o primeiro princípio básico do Espiritismo. O Criador surge como a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas (conforme resposta da 1ª. questão de O Livro dos Espíritos) e como nosso Pai Celestial (segundo o Mestre amado Jesus).

2 – A existência e sobrevivência do Espírito à morte do corpo físico – ou seja: a morte não existe, o que é comprovado pelas manifestações mediúnicas; experiências de quase-morte, sonhos e projeções espirituais e lembranças de vidas anteriores;

3 – A pluralidade das existências – A reencarnação – é o retorno do espírito à vida material em um novo corpo, ligado definitivamente a este, desde o momento da concepção:

É prova da Justiça de Deus que possibilita a oportunidade de reparação àquele que se arrepende, independente do tempo que isso leve;

Possibilita o melhoramento progressivo: Lei do Progresso (uma das Leis Divinas ou Leis Naturais). Quanto maior o progresso (evolução espiritual) maior a liberdade e, consequentemente, maior a responsabilidade;

Livre arbítrio–Lei de Causa e Efeito– Nós construímos nossa evolução a partir das boas escolhas que fazemos;

Revela o Planejamento Reencarnatório, feito no plano espiritual, nosso mundo de origem (antes de reencarnarmos) e destino (após a morte do corpo físico). Ele é realizado antes da nossa reencarnação.

4 – Comunicabilidade entre o plano físico e o plano espiritual

Faz-se pela mediunidade: o médium é um intermediário entre os dois planos da vida – material e espiritual;

Todos somos médiuns – independe de crença, seja ostensivamente, seja de uma forma sutil, pela intuição.

5 – Pluralidade dos mundos habitados:

A matéria existe em variados graus, desde a mais densa até a menos densa;

Revela uma classificação dos mundos em que a Terra ocupa o segundo degrau na evolução, como Mundo de Provas e Expiações, destinada a espíritos ainda imaturos no bom uso do seu livre arbítrio;

O espírita é aquele que encontra no Espiritismo respostas às suas questões existenciais, entendimento sobre a nossa posição dentro do contexto da Vida Maior; que se sabe imortal em mais uma experiência transitória na carne, com o objetivo de trabalhar o seu crescimento moral, buscando ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Busca aliar a vigilância à oração, para não se perder ou desviar na jornada das lutas redentoras da vida; sabe que o orgulho e o egoísmo são nossos maiores inimigos e que, definitivamente, “fora da Caridade não há salvação”.

Sendo a Caridade, o Amor em ação, temos que a máxima que servirá ao espírita como estrela-guia será sempre a de que nos cabe: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.”-Jesus

Mas, como sabemos que ainda estamos longe da perfeição, Kardec nos oferece como definição do verdadeiro espírita aquele que busca transformar-se moralmente, esforçando-se em conter as suas más tendências.

Vivendo o desafio dos dias difíceis que todos estamos atravessando, nesse momento de transição para a nova Era de Regeneração da Humanidade, assumimos um compromisso com a fraternidade, em que quer que ela nos surja como oportunidade.

Destacamos como uma bela oportunidade a experiência de compartilhar com irmãos de variadas crenças religiosas a luta contra a intolerância religiosa, através das ações desenvolvidas pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) tendo, inclusive, a alegria de receber todos os amigos da CCIR na sede do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ), no último dia 30 de março, quando do lançamento do DVD da 3ª. Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, ocorrida na Orla de Copacabana, em setembro de 2010.

Sobre esse tema tão importante, destacamos os esclarecimentos da Doutrina Espírita sobre algumas questões:

Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: (questão 839) “É repreensível escandalizar na sua crença aquele que não pensa como nós?” Resposta dos Espíritos Superiores: “É falta de caridade e ofende a liberdade de pensamento.” E, na questão 842, uma importante conclusão: “(…)toda doutrina que semear a desunião e estabelecer uma demarcação entre os filhos de Deus só pode ser falsa e nociva.”

A única marca que deve haver entre nós é a da fraternidade, do amor que une verdadeiros irmãos que somos.

Da Redação – UIRAUNA.NET

Veja mais notícias no www.uiraunanet.com.br, siga nas redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram. Envie informações à Redação pelo WhatsApp